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Diabetes

O termo Diabetes Mellitus descreve um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crónica. Os efeitos da Diabetes são a longo prazo, e conduzem a disfunção e falência dos vários órgãos afectados.

Diabetes Tipo 1:
Comummente conhecida como a Diabetes dos Insulinodependentes, caracterizada por hiperglicemia devido a um deficit absoluto da hormona da insulina produzida pelo pâncreas. Este tipo de diabetes desenvolve-se na infância e adolescência, ainda que possa ocorrer noutras fases da vida, e aumenta o risco neste tipo de doentes de desenvolvimento de complicações vasculares graves.

Diabetes Tipo 2:
Este tipo de diabetes está directamente relacionado com a obesidade, a pouca ou nenhuma prática de exercício físico e dietas alimentares desequilibradas e pouco saudáveis. Os pacientes podem controlar o açúcar no sangue através da alimentação e da prática de exercício físico, muitas vezes em combinação com medicação oral ou com adição de insulina. Normalmente este tipo de diabetes desenvolve-se na idade adulta (mas não só, dado que está a aumentar entre crianças e jovens). Tal como na Diabetes tipo 1, os pacientes estão expostos a uma maior risco de desenvolver complicações vasculares.
 
Embora a Diabetes não tenha cura, um bom controlo da glicemia vai permitir que tenha uma vida perfeitamente normal e saudável. 
A prevenção e o controlo da Diabetes envolvem cinco pontos importantes: conhecer bem a Diabetes, adotar uma alimentação saudável e equilibrada, praticar exercício físico de forma regular, controlar periodicamente os níveis de glicemia no sangue e tomar a medicação quando prescrita pelo médico. 
É importante que o diabético conheça bem o seu tipo de Diabetes, só dessa forma pode cumprir e melhorar o tratamento.
A forma como lida com a sua doença será o principal fator de sucesso no seu tratamento.

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Para que a diabetes esteja controlada, o doente deve:

Ter uma alimentação saudável e fracionada;
Praticar exercício físico regularmente;
Não fumar e não consumir bebidas alcoólicas;
Fazer a autovigilância da doença e a medicação que lhe foi prescrita;
Não faltar às consultas e realizar todos os exames solicitados pelos médicos.
 


AVC

O que é um AVC?

Um AVC é um ataque cerebral que impossibilita o fornecimento de sangue para uma parte do cérebro é impedido. O sangue leva nutrientes essenciais e oxigénio para o cérebro. Sem o fornecimento de sangue, as células cerebrais podem ficar danificadas impossibilitando-as de cumprir a sua função. O AVC pode causar a morte do tecido cerebral e a isto se designa de enfarte cerebral.
Um AVC é repentino e os efeitos no corpo são imediatos.
O tipo de AVC mais comum é o Isquémico, o qual acontece quando um coágulo bloqueia a artéria que leva o sangue para o cérebro.
O segundo tipo de AVC (hemorrágico) é um derrame, quando um vaso sanguíneo rebenta, causando um derrame (hemorragia) no cérebro.

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Quais os sintomas de um AVC?

Dormência, fraqueza ou paralisia de um lado do corpo (pode ser um braço, perna ou parte inferior da pálpebra descaídos, ou a boca torta e salivante).
Fala arrastada ou dificuldade em encontrar palavras ou discurso compreensível.
Visão subitamente enublada ou perda de visão.
Confusão ou instabilidade.
Forte dor de cabeça.Faça um teste simples que o pode ajudar a reconhecer se uma pessoa teve um AVC ou a sofrer de um ataque isquémico transitório.
- Fraqueza Facial: a pessoa pode sorrir? Tem a sua boca ou um olho caído?
- Fraqueza no braço: a pessoa consegue levantar os braços?
- Problemas de expressão: a pessoa consegue falar com clareza e entender o que lhe dizem?

Se reconhecer algum destes sinais, ligue o 112 imediatamente.

Quais os factores de risco?

Um AVC pode acontecer sem causa aparente, para pessoas de qualquer idade - mas há factores que reconhecidamente aumentam a probabilidade de isso acontecer. Alguns desses factores são coisas que não podem ser alteradas, como a idade, histórico familiar, condições físicas.
Outros riscos podem ser reduzidos por mudanças no estilo de vida ou por medicação, como através da dieta, redução do consumo de álcool, prática de exercício, redução de consumo de tabaco.

Reduza o Risco:

Confira a sua pressão arterial regularmente
Deixe de fumar
Faça exercício regularmente
Evite beber em demasia
Corte no sal e nos alimentos com gorduras
Coma muita fruta e vegetais

Varizes

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As varizes são um problema que atinge cerca de 25 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que segundo a OMS 1 em cada 5 adultos sofrem varizes ou veias dilatadas e tortuosas e facilmente identificáveis por se localizarem debaixo da pele. As varizes estão englobadas na denominação Doença Venosa Crónica (DVC). Existem diversas causas para o aparecimento de varizes. Uma delas é fraqueza congénita ou herdada das paredes das veias, que as torna facilmente dilatáveis pela pressão natural do sangue. A exposição ao calor, o sedentarismo, permanecer muito tempo de pé e o excesso de peso são outros factores que podem favorecer o aparecimento de varizes. O próprio processo de envelhecimento é um fator de agravamento deste problema.
O médico pode detectar as varizes através da observação clínica e, para determinar o seu estádio, pode realizar-se um doppler ou eco doppler, exames não dolorosos nem invasivos que devem ser efetuados por um especialista.
As varizes podem e devem ser tratadas, para evitar agravamentos e alterações quer na cor quer na consistência da pele, dando origem a úlcera varicosas, situação clinicamente incapacitante, de difícil tratamento.
Os tratamentos conservadores que existem atualmente abrangem cuidados de hidratação da pele, administração de fármacos flebotónicos e o uso de meias elásticas e ligaduras. Em casos de tratamentos não conservadores, opta-se pela escleroterapia para diminuição dos vasos, laserterapia, radiofrequência e cirurgia clássica. A opção de tratamento fica sempre a cargo do médico, que optará pela terapêutica mais adequada caso a caso.

Cuidados a ter:

Hidrate o corpo diariamente;
Não use calças de ganga muito justas, ligas, cintas, meias que sejam muito apertadas na zona do tornozelo ou botas apertadas;
Não esteja muito tempo de pé, parado/a. Caminhe um pouco ou ponha-se em bicos de pés várias vezes;
Evite estar muito tempo sentado e com as pernas cruzadas, especialmente se as cadeiras tiverem um rebordo duro. Movimente as pernas regularmente;
Não tome banho com água muito quente;
Evite o excesso de peso, o tabaco e as bebidas alcoólicas;
Evite a exposição prolongada ao calor. Na praia, tente caminhar à beira-mar;
Nos dias mais quentes, massaje as pernas com água fria utilizando o chuveiro, de baixo para cima, durante cerca de 2 minutos;
Consulte um especialista em Cirurgia Vascular se tiver algum destes sintomas: dor, sensação de pernas pesadas e cansadas, cãibras, dormência, comichão ou inchaço que se agrava ao final do dia ou quando ocorre uma exposição prolongada ao calor.


Beber água à refeição engorda?

A resposta é não, claro que não. Como é de conhecimento geral, a água é isenta de calorias, ou seja, não tem nenhum valor energético associado. Ora, sabendo que engordar é sinónimo de aumentar a massa gorda, não faz qualquer sentido associar o ato de beber água, seja antes, durante ou após a refeição, ao aumento de peso. Um dos motivos que leva muita gente a evitar a água à refeição, é o seu hipotético efeito dilatador do volume gástrico e consequente necessidade de ingerir mais comida para atingir a saciedade. Porém, vários estudos desmistificam e contrariam esta ideia. A ingestão de 500ml de água, 30 minutos antes da refeição, está associada a uma menor ingestão calórica e, consequentemente, a uma maior perda de peso, quando este procedimento é utilizado a longo prazo. No decorrer da refeição propriamente dito, a água continua a revelar-se importante na promoção da saciedade, sendo esta importância mais significativa quando a água é incorporada em alimentos, como a sopa, em vez de ser ingerida isoladamente. Assim, se tem medo de engordar por beber água pode ficar tranquilo, pois esta não engorda e pode ser ingerida à refeição, sem atrapalhar o processo digestivo. Se pretende controlar o apetite, coma calmamente, inicie a refeição com um prato de sopa de legumes e experimente beber um bom copo de água, 30 minutos antes do almoço e do jantar.


Dieta Mediterrânica

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Declarada recentemente, património cultural imaterial da humanidade, a dieta mediterrânica constitui uma forma de comer com tradição, favorecedora da saúde e bemestar. Caracteriza-se por uma variedade de alimentos da época, pouco processados e de produção local, que são consumidos em pequenas porções. De acordo com a estação do ano, a alimentação é distribuída por 4 a 5 refeições, sendo proporcional ao esforço da atividade laboral. O pequeno- almoço é muito completo e o almoço é maior que o jantar. A sua culinária é simples e variada e o azeite é a gordura de eleição. Salienta-se o consumo regular de alho, cebola, frutos secos e azeitonas. Os laticínios são consumidos de forma moderada. Destaca-se o consumo de peixe, ovos e carnes brancas. Quanto às carnes vermelhas, destinam-se apenas a dias festivos, bem como os alimentos ricos em açúcar. As bebidas de eleição são a água e o chá, havendo um consumo regular de vinho tinto à refeição. A nível nutricional é composta, maioritariamente por hidratos de carbono complexos e de baixo índice glicémico, como o arroz e o pão. As gorduras, na forma de ácidos gordos mono e polinsaturados, representam 20 a 30% do valor energético total. As proteínas, de elevado valor biológico, são o macronutriente minoritário, ocupando apenas 10% da ingestão diária. Sendo rica em substâncias antioxidantes e imunomodeladoras, a dieta mediterrânica, aumenta a longevidade e tem um papel protetor em várias doenças crónicas, tais como a obesidade, a diabetes e as doenças cardiovasculares e neoplásicas. Em suma, representa um bom modelo alimentar, nutricionalmente equilibrado, completo e variado, que aliado a uma vida mais ativa e descontraida, promove a saúde e a qualidade de vida.


Pão: Sim ou não?

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Acerca do consumo de pão, um dos mitos que mais nos preocupa está relacionado com o aumento de peso. Por norma, quem decide por si só iniciar uma dieta, imediatamente corta o pão da sua alimentação diária. Sem dúvida que perde peso, mas à custa de muita fome e de forma pouco equilibrada. Na verdade, pensar que o pão engorda é um erro,pois ele é quase desprovido de gordura e, o que realmente contribui para o aumento de peso, é o que colocamos no seu interior. O pão é um fornecedor por excelência, de hidratos de carbono complexos, predominantemente na forma de amido, contém proteínas e apresenta um baixo teor de lípidos. É ainda, uma boa fonte de vitaminas, maioritariamente do complexo B, e de minerais, tais como fósforo, magnésio, potássio e sódio. A nível nutricional, a composição do pão depende essencialmente, do tipo e grau de refinação, da farinha utilizada no seu fabrico. Como tal, a farinha refinada, mais clara, fina e suave mas com menor riqueza nutricional dá origem ao conhecido "pão branco", enquanto que a farinha integral, preparada com o grão completo, mais escura e com maior quantidade de vitaminas, minerais e fibra dá origem ao denominado "pão integral". Relativamente ao valor calórico, não há diferenças entre o pão branco e o pão integral, pelo que, ambos podem ser consumidos moderadamente. No entanto, o pão integral, pela sua riqueza em fibra alimentar, confere uma maior saciedade, devendo o seu consumo ser privilegiado. Além de aumentar a saciedade, a fibra favorece o transito intestinal e diminui a absorção de açúcar e gordura no sangue, apresentando assim, um papel protetor em certas patologias como diabetes, hipercolesterolemia,obstipação e cancro do intestino. Em jeito de conclusão, podemos então afirmar que o pão, principalmente na sua versão integral, é um alimento saudável e deve ser incluído, de forma equilibrada, na nossa alimentação diária.


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