Qual o papel da alimentação na saúde do cérebro?

Como em muitos outros constituintes do corpo humano, também ao nível do cérebro, a alimentação desempenha um papel fundamental, influenciando quer a sua constituição, quer o seu funcionamento.

Tudo aquilo que ingerimos exerce um forte impacto sobre a função cerebral, afetando o humor, o pensamento, o comportamento, a memória, a aprendizagem e o envelhecimento celular. Assim, uma boa alimentação permite obter o máximo desempenho da função cognitiva, mantendo um cérebro ativo e saudável.

De entre os nutrientes, com papel protetor a nível cerebral, destacam-se os hidratos de carbono complexos e de baixo índice glicémico, encontrados no pão, massa, arroz e cereais integrais, que asseguram a manutenção constante dos níveis de glicemia no sangue, melhorando a concentração e a memória a curto prazo. Seguidamente, encontram-se os ácidos gordos essenciais, da série ómega 3, que potenciam a aprendizagem e o tratamento de determinadas perturbações mentais, como a depressão e a doença bipolar. Estes encontram-se maioritariamente nos peixes gordos e nos frutos secos. Posteriormente, evidenciam-se as vitaminas A, C, E e do complexo B e os minerais magnésio, ferro, zinco e fósforo, micronutrientes com propriedades antioxidantes, presentes em grande quantidade na fruta e nos legumes. Por último, destaca-se a lecitina, fosfolípido presente na gema do ovo, que é um importante precursor da acetilcolina, um neurotransmissor envolvido nos processos de memória e aprendizagem. Ora, de um modo geral, podemos afirmar que uma alimentação equilibrada, sem excessos calóricos, pobre em gordura e açúcar, moderada em carne, peixe e ovos, que inclui os peixes gordos duas vezes por semana, e rica em fruta, hortícolas, cereais integrais e oleaginosas é claramente promotora da saúde do cérebro.

Mafalda Pacheco Pereira

Nutricionista


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